Quais os planos de expansão do IFPE para atender as demandas de formação desse novo momento do Estado?
Estamos iniciando a Fase III da Expansão da Rede Federal. O IFPE recebeu 7 novos campi. O Governo Federal destina 7,5 milhões para cada unidade. Em alguns casos, as prefeituras aportam valores com vistas a terem um campus mais completo à comunidade. A chegada de uma unidade representa muito à cidade. Significa desenvolvimento, realização do sonho de muitas famílias de qualificação e de formação. O diploma representa o passaporte a uma vida melhor. Com a formação técnica qualificada do IFPE, a remuneração será, em média, 30% maior dos que não possuírem o diploma.
Em Ipojuca, vocês tem algum retorno das empresas sobre o desempenho e o aproveitamento dos alunos no mercado?
O campus Ipojuca é modelo. Tem uma localização privilegiada, está cravado no entorno de empresas e de indústrias. Nos diálogos com as empresas, buscamos compreender as demandas e fazemos adequações para estabelecermos sintonia com elas. Desde o início das aulas o estudante é posto em contato com seus possíveis empregadores. Os laços estreitos geram oportunidades. Muitos de nossos estudantes nem terminam a formação e já estão empregados.
Há um esforço do poder público na capacitação de mão de obra em Pernambuco, para atender a demanda urgente por profissionais. Após esse primeiro momento de milhares de oportunidades de qualificação, quais o passo seguinte para reverter esse gargalo de mão de obra?
Políticas públicas permanentes e não sazonais. Nunca se investiu tanto em educação como na última década. Só no nível federal foram aportados pelo Ministério da Educação, em 2012, R$ 8,28 bilhões. O orçamento do IFPE é maior do que alguns pequenos municípios, R$ 200 milhões, sem a folha de pagamento. Esse cenário ainda não é o ideal, pois o passivo é gigantesco. Uma nação para ser grande precisa investir forte em educação. É preciso priorizar a carreira do magistério, ampliar a formação continuada dos professores e técnicos, possibilitar condições de trabalho dignas a educadores, além de cuidar da educação básica. Alicerçando esses pilares, deve-se estabelecer um plano com metas e definir quais as prioridades a partir do crescimento econômico e das necessidades apontadas pelo mercado.
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